Domine a avaliação postural estática, os testes funcionais e os exercícios corretivos para transformar os resultados dos seus alunos.
Praticamente todos os alunos chegam com queixas de dores e má postura por conta de hábitos ruins adquiridos durante a vida — posição sentada no trabalho, uso excessivo do celular, falta de movimento.
O local da dor do aluno não é necessariamente a causa do problema. Geralmente, quando alunos relatam dores, a região próxima está sobrecarregada porque outra região não está realizando sua função de estabilidade ou mobilidade.
Entender objetivos, necessidades, doenças, postura de trabalho, intensidade de dor e histórico de lesões antes de prescrever qualquer treino.
Descobrir quais músculos estão fracos, encurtados ou tensos. Testes específicos revelam déficits de movimento que a olho nu não são perceptíveis.
A avaliação permite prescrever treinos individualizados para até 4 alunos na mesma aula, trabalhando os músculos certos e gerando resultados reais.
Mostrar o "antes e depois" da avaliação em 3 a 5 meses gera autoridade, fideliza o aluno e justifica um ticket mais alto pelo serviço especializado.
Antes de avaliar, é fundamental entender como o corpo funciona em conjunto — músculos, articulações, tendões e nervos trabalham em cadeia.
É a quantidade e facilidade de movimento disponível em uma articulação dentro de sua amplitude total.
É o aumento da amplitude de um músculo — o quanto ele consegue se esticar.
O corpo é dividido em 3 planos: frontal (anterior e posterior), sagital (direito e esquerdo) e transversal (inferior e superior). Treine todos para ganho muscular uniforme e prevenção de lesões.
O sarcômero é a unidade contrátil do músculo. Músculo encurtado tem menor número de sarcômeros, maior gasto energético e menor produção de força — direto ao fracasso no treino de força.
Cada músculo possui uma raiz nervosa que comanda força e movimento. Compressão nervosa pode causar perda de força, formigamento e dores em regiões distantes do ponto de origem.
Consiste em avaliar, inspecionar e determinar desvios posturais. Sempre avalie a postura estática e dinâmica juntas — apenas a estática não determina todas as alterações.
Coleta de informações completas antes de qualquer avaliação física
A anamnese é o ponto de partida. Peça autorização para tirar fotos e filmar os testes funcionais — mostrar o "antes e depois" é uma das formas mais poderosas de fidelizar o aluno.
A base de tudo — alterações nos pés mudam toda a estrutura do membro inferior
Alterações no formato dos pés como pé pronado podem mudar toda a estrutura do membro inferior, deixando o joelho valgo e acarretando rotação de quadril.
Teste de mobilidade de tornozelo para descobrir se o músculo sóleo está encurtado.
| Vista | Alteração | O que observar | Gravidade |
|---|---|---|---|
| Frontal | Hálux Valgo | Desvio ósseo do dedão aproximando do 2º dedo. Pode gerar joanete. | Estrutural |
| Lateral | Pé Pronado | Arco longitudinal diminuído. Pé toca o solo com calcanhar rodando internamente. Músculos tibial posterior e abdutor do hálux fracos. | Alto impacto |
| Lateral | Pé Supinado | Arco plantar em meia lua. Pisada inicia na parte lateral do calcanhar até o dedo mínimo. | Moderado |
| Posterior | Tendão Calcâneo Valgo | Parte convexa do tendão para dentro. Quase sempre acompanha pé pronado. | Alta correlação |
Articulação complexa altamente suscetível a lesões — fortemente influenciada por pés e quadril
Os joelhos sustentam altas forças porque estão entre dois braços de alavanca longos — fêmur e tíbia. Na flexão há risco de lesões ligamentares e de menisco; na extensão, fraturas e rupturas ligamentares.
Teste do Afundo para detectar valgo dinâmico e fraqueza do quadrado lombar
O teste do afundo é fundamental para descobrir se o aluno apresenta valgo dinâmico (joelho cai para dentro durante o movimento) e fraqueza do músculo quadrado lombar.
Centro de controle postural — disfunções aqui afetam todo o corpo
| Alteração | Músculos Envolvidos | O que acontece |
|---|---|---|
| Hiperlordose Lombar | Psoas encurtado + quadrado lombar e quadríceps tensos | Pelve em anteroversão, lombar em hiperextensão. Reto do abdômen e oblíquos ficam fracos. |
| Retroversão Pélvica | Isquiostibiais e abdominais tensos | Ausência de curvatura lombar, postura cifótica global. |
| Assimetria de Pelve | Glúteo médio e trato iliotibial desequilibrados | Diferença de altura das pregas glúteas. Pode indicar diferença real de comprimento de membros. |
O glúteo é formado por 3 músculos:
Teste de força do glúteo:
Protocolo especial — NÃO alongar quando há inflamação ativa
Úmero, clavícula, externo e escápula — tudo está interligado
Qualquer alteração no posicionamento de uma estrutura da cintura escapular afeta todas as outras. Exemplo: abdução das escápulas muda o posicionamento do úmero em rotação interna e verticaliza a clavícula.
Vista anterior: verificar rotação interna de ombros e se a clavícula está horizontalizada (extremidade abaixo de 15° mais baixa).
Vista lateral: detectar deslizamento anterior da cabeça do úmero (cabeça à frente do cotovelo).
Vista posterior.
Para bom alinhamento horizontal: vértebra torácica T2 deve estar alinhada com o ângulo superior da escápula e borda posterior do acrômio.
No alinhamento vertical: ângulo superior deve estar na mesma linha do ângulo inferior.
A alteração postural mais comum na atualidade — causada por sedentarismo e uso do celular
A hipercifose torácica é ocasionada pelo mau posicionamento das escápulas. As escápulas se tornam abduzidas e rodadas internamente, gerando fraqueza em trapézio, romboides e serrátil anterior, enquanto peitoral maior, peitoral menor, grande dorsal e redondo maior ficam encurtados.
Siga esta ordem durante cada avaliação para não perder nenhum passo importante.
Colete todos os dados antes de tocar no aluno. Peça autorização para fotos e vídeos.
Inspecione nas 3 vistas (anterior, lateral e posterior) sempre de baixo para cima.
Avalie pés, joelhos, quadril, pelve, lombar e cintura escapular com testes específicos.
Registre: mobilidade, flexibilidade, força, equilíbrio e necessidade de liberação miofascial.
Prescreva exercícios corretivos específicos para os déficits encontrados. Fortaleça o fraco, alongue o encurtado.
Mostre a evolução ao aluno. Isso fideliza, gera autoridade e justifica o aumento do ticket.